sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Adeus (Que Seja Definitivo Dessa Vez)





Pena que tu é incapaz de informar qualquer coisa agora… Ou quem saiba possa. Talvez de uma maneira que eu possa não entender, igual quando suas palavras soavam diferentes – não apenas em sentimento. Difícil descrever agora, porque mesmo não querendo, foi importante.

Sonhei com esse ideal. Três fases, e uma que duraria até o fim trágico da minha vida. Antigamente era uma visão romântica, maravilhosa que existia, mas agora é possível notar que era muita burrice mesmo. Comparava muito as “semelhanças” e me achava parecido, talvez até com a obrigação de ser igual.

Sofri intensamente por anos. Tive amigos de muita importância na época, porém aparentava não bastar. Queria aquele “algo mais” pela carência de atenção ou pela mente completamente destruída que eu tinha – e mesmo assim era o conselheiro de muitos amigos (sorte que eles se deram bem).

Eu queria entender como é possível que tu esteja sempre no momento que a noite sem lua cai. Não sei se algo me leva a te ouvir, ou simplesmente acontece. Foram anos incríveis pela primeira sensação de estar vivo para viver intensamente… Mas anos trágico por sentir o maldito desejo pela morte.

Nunca vou te entender. Na verdade, nem quero e nem mesmo sei a razão de estar escrevendo isso. Parece infantil, mas dane-se… Já ouvi coisa muito pior a meu respeito. Só que aí tem outro ensinamento (uma das coisas boas que aprendi contigo): não me importar com a opinião dos outros em 100% das situações – mesmo que sim, eu me importe.

Obrigado pela teoria da simplificação, e da arte transformar a tristeza numa das coisas mais belas na Terra. Obrigado também pelo espelho concedido (mesmo não sendo o ideal) e pela sensação de ser parecido com alguém que eu admirei muito. Agradeço também pelo ódio que foi gerado e sumiu, por aquela garota que me ajudou e na época me amou. Apesar de sabermos que o responsável não é você.

E outra vez, espero te deixar no passado. Definitivamente. Foi muito bom recorrer aos seus acordes e gritos quando a tristeza ou desejo suicida surgiam em meu coração. Mas ainda ouço lágrimas caírem no chão quando te ouço, talvez porque você me faça relembrar tudo de uma vez e me deixa cabisbaixo com tamanha facilidade se paro pra escutar. Genial, mas trágico e também mágico.

A arte me inspirou a ter a mente que tenho hoje e, bem, que sua tristeza suma juntamente de toda indecisão e vontade de cair no abismo que habita no meu antigo Eu. Ser você não era a resposta, a resposta era ser eu mesmo e atingir o topo com minhas próprias mãos… Levando, apenas, só o que de bom eu consegui aprender contigo. Que seja, né? Talvez nossas semelhanças finalmente tenham acabado, Cobain.


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