terça-feira, 22 de julho de 2014

#8: A Coragem Que Surgiu



Este texto não tem intuito algum de ser para ajudar alguém (ou talvez tenha, mas em especial). Só quero finalmente liberar o que tá guardado aqui no peito. Ok, isso não interessa nem um pouco a você, mas quem se importa? Pouquíssimos, então ou vai ou racha. Se vai resolver alguma coisa? Não sei, vou ficar do mesmo jeito.

Uma vez escrevi uma canção onde eu dizia que não sentiria a paixão e não a deixaria tornar-se amor. Tive uma experiência a longa distância de anos que realmente me marcou, deixou cicatrizes – fora outras coisas que aconteceram na mesma época. Foi bom e horrível, sou o homem que sou agora graças a Deus e a essas experiências positivas e negativas que me amadureceram.



Ah, mas teve outra vez que larguei desse passado e superei. Quer dizer, pensei que sim. Não me reconhecia, na verdade… Eu sorria, mas nem sempre era meu desejo fazer isso. Por querer ajudar a todos, por não querer minha mãe triste, mas enfim! Foi algo tão esquisito que me deu saudades de escrever poemas.

Mas aí é que está! Quando menos esperei, quando deixei tudo acontecer naturalmente, apareceu o que eu não esperava. De maneira inusitada, me lembrando do que era verdadeiramente único e bom… Uma perspectiva diferente, o futuro que eu sempre sonhei, mas agora bem mais estruturado!

Obviamente, não me joguei. Lembrei que não deveria me entregar. Algo em mim gritava dizendo que seria errado, que nada seria proveitoso. E palavras que soavam como uma maldição batiam no meu inconsciente. As cicatrizes pareciam queimar… E mesmo assim, eu tinha de superar esse medo.


Veja bem, tenho minhas inseguranças. Mas eu me toquei que pra ser feliz precisamos arriscar, deixar de sonhar e dar chance ao que acontece de inusitado. Digo isso porque sempre sonhei com um modelo ideal de mulher, mas… A perfeição no ser humano é inexistente. É bonito em músicas, poemas, pinturas… Menos na vida real quando ela chega quebrando tudo.

Ouvi muitos conselhos, pensei em muitos cenários… Acabou que nada aconteceu como foi esperado, mas sim de outras maneiras. Algumas legais, outras nem tanto. Umas com momentos de raiva e dúvida, algumas com horas de sorriso e amor. Amor… É, me entreguei. Não resisti, acontece com todos nós quando conhecemos alguém especial.

Claro, não deu certo e refleti por mais de uma centena, mas não adiantou. Acreditei estar mais forte, mas acabei cedendo novamente. E os mesmos momentos, talvez com paciência reduzida, mas ainda assim, eram únicos. Era tudo que eu queria. Passar mais algumas horas ali na presença dela, por mais egoísta que isso soe. Qual é, se todo mundo pode, não vejo razão de também não merecer esse sentimento.

Enfrentei meus medos, disse coisas que esperava nunca dizer. Não por impulso, mas porque o coração já estava cansado em guardar. Saí da minha zona de conforto e bem, sou feliz. Estou com um futuro promissor bem na minha cara. Só não é um texto inteiramente feliz porque, para esse tipo de assunto, não depende de um, mas de dois.



Lutei desde o começo, talvez até demais. Altos e baixos, sacrifiquei o tempo que nunca mais voltará… Mas sei que valeu e está valendo a pena. Eu posso dizer que amo de maneira romântica, sentimento que eu esperava ter enterrado há anos! Estou mais feliz com a vida, apesar de toda a desgraça que tentam jogar contra mim.

Uma outra vez, perguntei de arriscar. Houve medo, receio do futuro – garanti segurança; mais uma vez medo, da jaula – garanti liberdade; na última, houve sorriso, mas criação de esperança – ganhei garantia de tempo. Indeterminado e sufocante. Agonizante além da conta, ainda mais com suspiros e quem sabe uma falta de “atenção especial” para garantias.

Amor… É isso que sinto e sempre vou sentir. É isso que quero. Se vai dar certo, não sei, mas quero tentar. Quando você pode ter aquela guria que vai seguir em frente na mesma direção que você, caro leitor/a… Essa chance não pode passar. Tente, ouse e mostre. No meu caso, sei que sou sim diferente dos demais que muitas já conheceram, mas nem sempre a vista está tão boa para enxergar o que está na frente da própria face, porque está cega de tanto sonhar com o que considera perfeito. Obrigado.

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